Adaptabilidade: aprofundando um pouco

Adaptabilidade: conceito

A adaptabilidade consiste na propriedade que um produto tem de se adaptar ao usuário, sem que este tenha que escolher as mudanças. O próprio sistema se adapta de acordo com sua “percepção” do usuário, e não o usuário solicitando alterações (como no caso da adaptatividade). Os dois principais tipos de adaptabilidade são:

Conteúdo adaptativo
O sistema apresenta diferentes conteúdos para diferentes usuários, ou seja, adapta o conteúdo da interface de acordo com o modelo de usuário.
Navegação adaptativa
O sistema realiza alterações em sua arquitetura hipertextual (manipulando os links que estão disponíveis para o usuário).

Adaptabilidade: processo

O processo como um todo ocorre da seguinte forma: o sistema coleta dados sobre o usuário, e aplica sobre eles as regras de modelagem, formando o modelo de usuário, o qual é armazenado na Base de Modelos de Usuários. À este modelo, serão aplicadas as regras de adaptação do sistema, que realizarão filtros de quais conteúdos ou forma de navegação serão apresentados ao usuário.

Processo de Adaptabilidade

Adaptabilidade: objetivos

Claro que, como propriedade de um produto, a adaptabilidade é sempre um meio e não um fim. Embora possa parecer superlegal, supermoderno e coisa e tal, usar esta característica em um produto de hipermídia só é justificada como uma estratégia para se atingir um (ou mais) objetivo(s). Então, para alcançar quais objetivos poderíamos utilizar a adaptabilidade em sistemas de hipermídia?

Uma premissa para o uso dessa propriedade em um produto de hipermídia seria a freqüência de uso do produto pelo usuário. Não faria sentido querer que o sistema se adapte ao usuário em um produto que é utilizado poucas vezes, uma vez que é necessário a coleta de dados sobe o mesmo, e isso só ocorre com o seu uso ao longo do tempo. Outra premissa, que me parece meio óbvia, seria o tamanho do projeto: em projetos pequenos, não valeria a pena investir na adaptabilidade, até mesmo pela maior complexidade no desenvolvimento do produto.

Na web, existem inúmeros modelos de usuários, desde os que possuem mais conhecimento acerca do conteúdo abordado pelo site, até os que estão começando a se interessar pelo assunto. De iniciantes em informática, a heavy users. A necessidade de se apresentar diferentes conteúdo e diferentes formas de se navegar pelo mesmo, parece então, ser justificada em casos onde o público-alvo é muito extenso e muito diversificado, isto é, quando existem diversos modelos de usuários no público-alvo de um produto. Usar tal propriedade poderia aumentar o interesse de diferentes usuários pelo conteúdo (por exemplo: em e-learnings, e-commerce), assim como simplificar o uso do produto por diferentes usuários (por exemplo: em qualquer serviço online usado frequentemente).

Consultor de Behavioral Design, Experience Design, e mestre em Psicologia Experimental. Mais sobre meu histórico profissional e formação acadêmica, você encontra no LinkedIn. Minha missão é fazer do mundo um lugar melhor pras pessoas & fazer da humanidade uma espécie melhor para o mundo. Para tal, projeto ambientes construídos que influenciam positivamente as ações das pessoas.



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